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Aquele com quem falo sobre cinema. Aquele com quem transformo o mundo. Aquele com quem discuto ideias. Aquele que me beija de tirar o fôlego. Aquele com quem crio filhos. Aquele com quem invento projetos. Aquele a quem ajudo. Aquele que me estende a mão. Aquele que é meu amante. Aquele que é meu amigo.…
Este é o tempo de novos. Um amor novo, aos quarenta e quatro anos. O luto inesperado pela partida de meu pai. Meu corpo absorve o impacto destas estreias. Conviver entre paixão e maturidade. Tristeza e aceitação. Estados paradoxais, abrindo portas desconhecidas. Criando ondas que se chocam: Alegria e sofrimento. Êxtase e saudade. Nostagia e…
Ouço suas músicas E quase posso tocar seu rosto Barba por fazer Quase vejo o sorriso Nos lábios finos Quase escuto a piada Desajeitada Cartola. Paulinho. Amy. Te reconheço Me surpreendo Com tanto que eu não sabia Você é maior, muito maior Do que minha alma-filha Testemunhava Mesmo agora, invisível …
Recebo com gratidão E cautela Tantos sentimentos Quais são meus? Quais não são? Dentro de mim Tateio o buraco Onde se entranha minha dor Só minha Limpo a ferida Passo remédios Deixo aberta Para respirar Meus sentimentos aquietam-se Na placidez depois do pranto Tranquila, observo O fundo deste lago Chamado Amor…
Descobrir o figo Maciez e sumo Inesperados Temer perdê-lo Será somente a fruta? Ou meu coração mais doce Doçura esquecida Sob teias e teias de pensamento? Morder o figo Sem despedaçá-lo Para que se regenere Floresça Ainda mais figo, ainda mais amor
Meu coração rutila Rubro Sangrento Vivo O vermelho vibra úmido Escorre sangue Quente, pulsa Meu coração Repleto de espaço Oco Oca de muitos mundos De dentro de meu ventre Sinto a mim Sinto o outro Sinto tanto Que transbordo Rio
Mais uma vez. Irrompe de mim algo novo. A vida que se reinventa. Eu, múltiplas metamorfoses. Fênix-Borboleta. Uma nova borda. Novos desafios. O pulso dentro escoiceando rotinas. Testar os limites. Até onde ir. Até onde não ir. O coração, mais forte. As asas, mais abertas. No entanto, há ainda muita pele velha me apertando. E…
O ano escorre suavemente. O esforço preciso, sutil. Os inesperados que nutrem. Encontros, projetos. E a vida. Vidinha de beira de fogão, lavar roupa, pensar no enxoval do gato por chegar. Viver mais simples cada vez mais fundo. Para além da escolha sustentável de carreira. Da busca por viver talentos de forma plena. Do desejo…
Do deserto Nasceram tâmaras Fiz meu próprio oásis Da areia e do vento Não me deixei soterrar Abracei as tempestades Avancei sem saber Confiando no Maior Do deserto Dourado sol poente Fiz meu legado de flores Nasci minhas próprias águas Cresci sombra Estou pronta, meu Deus Ao menos quase