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Com o filme Festa no Céu, aprendi um pouco sobre a beleza do “Dia de Los Muertos” mexicano. A ideia singela de que, enquanto lembrarmos de nossos mortos, eles viverão num lugar lindo, cheio de alegria e esperança de reencontro. “A terra dos lembrados”. Hoje é dia dos mortos. Mais do que nunca desejo que…
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Daqui, não se ouve o burburinho da praia. Crianças correndo, ambulantes gritando suas ofertas. Daqui, não se ouvem os carros, buzinas, motoristas irritados. Daqui, não se ouvem as queixas sobre a política, os amores, a falta de dinheiro, a crise. As risadas do bar da esquina. O latido do cão do vizinho. O ruído do elevador.…
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Qual o nome deste sentimento, tão doce e também amargo? Qual o nome desta saudade que liberta? Qual o nome da inédita expressão em meu rosto? Qual o nome deste novo estar com o outro? Qual o nome deste novo estar comigo? Qual o nome deste meu jeito de ser agora? Qual o nome do…
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Examino e a lâmina ainda está bem afiada. Minha boa e velha espada. Invoco minha porção samurai. É tempo de escolher. Preciso buscar a disciplina. A contenção. A clareza. Giro os pulsos, minha espada faísca. Não perdi o jeito. Agora, mais precisa. Mais madura. Menos impulsiva. Numa coreografia intuitiva, escolho o bom do não tão…
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Comprovo o que já sabia. Caminhar no automático emudece. Por algum tempo andei anestesiada. No tic tac das tarefas cotidianas, no fluxo initerrupto de trabalho que eu mesmo crio, nos velhos hábitos. Houve o tempo das raivas. Dos medos. E uma longa sombra de tristeza. Até que acordei e foi sol, amarelo e calor. Demasiado…
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Na culinária japonesa, o gengibre é usado para a transição entre pratos. Propicia uma limpeza do paladar. É também estimulante, aquece, espanta a tristeza. Agora são meus tempos gengibre. Transição entre páginas. Lenta e inexorável digestão de passados, presente e futuros. Há uma certa excitação no ar, efeitos colaterais de minha motilidade. Desfruto as delícias…
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Não faz nem um mês, mudei-me para um novo lar. Tempo de recomeços. Uma casa sonhada há anos, um desabrochar do viver mais simples. Não é pequena, mas bem menor do que as moradas das últimas décadas. O espaço ficou maior aqui dentro. Aprecio as pequenas tarefas cotidianas, pela primeira vez cabem na palma de…
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Hoje é dia das crianças e de todas as partes recebo mensagens sobre a criança que fomos. O pensamento voa e percebo que minha criança trazia a essência mais pura do que sou hoje. Fonte primeira da criatividade, liberdade de errar, alegria que tantas vezes me faltam agora que sou adulta. Olho para meu dentro, curiosa. E…
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São tempos de redescoberta. Pequenos detalhes de mim. Esquecidos. Uma fase “vermelha” invade o blog. Descobrir-me maçã, romã. Fruto e flores. Acordar depois de um sono profundo entre rotinas e obrigações. Suavizar-me. Incendiar-me. Toda a paleta do feminino adormecido pela inércia dos anos. As unhas vermelhas tem pressa, ao teclar as palavras. É primavera. Entre os espinhos da…
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Ando imersa em histórias. Agora lembrei-me de Branca de Neve. De sua vida de rotina imaculada, esfregando as escadarias sem contemplar outros horizontes. Até sua vida ser ameaçada. Estavam atrás de seu coração. A compaixão do caçador permitiu que ela seguisse no seu caminho selvagem. Entrar na floresta, fazer novos laços… Permitir-se escapar do castelo. Até deparar-se de…







