Mais uma vez. Irrompe de mim algo novo. A vida que se reinventa. Eu, múltiplas metamorfoses. Fênix-Borboleta. Uma nova borda. Novos desafios. O pulso dentro escoiceando rotinas. Testar os limites. Até onde ir. Até onde não ir. O coração, mais forte. As asas, mais abertas. No entanto, há ainda muita pele velha me apertando. E…
O ano escorre suavemente. O esforço preciso, sutil. Os inesperados que nutrem. Encontros, projetos. E a vida. Vidinha de beira de fogão, lavar roupa, pensar no enxoval do gato por chegar. Viver mais simples cada vez mais fundo. Para além da escolha sustentável de carreira. Da busca por viver talentos de forma plena. Do desejo…
Todo o ano procuro refazer a trilha caminhada no ano. E semear minhas vontades-frouxas para o ano seguinte. Comecei com um resumo do meu ano. Nos próximos posts, finalizo a revisão com um olhar sobre o que havia sonhado para 2016 e uma seleção dos melhores posts do ano. Depois do retrovisor, sonhar 2017. Já comecei os…
Eu sempre vivi a vida como se ela fosse um banquete. Generosa em servir-me e também em compartilhar porções fartas de tudo. 2016 foi um ano em que aprendi, de forma contundente, que menos é mais. Há tempos, luto contra os efeitos colaterais de tanta gulodice. Meu corpo, claro, carrega os quilos extras de décadas…
Qual o nome deste sentimento, tão doce e também amargo? Qual o nome desta saudade que liberta? Qual o nome da inédita expressão em meu rosto? Qual o nome deste novo estar com o outro? Qual o nome deste novo estar comigo? Qual o nome deste meu jeito de ser agora? Qual o nome do…
Comprovo o que já sabia. Caminhar no automático emudece. Por algum tempo andei anestesiada. No tic tac das tarefas cotidianas, no fluxo initerrupto de trabalho que eu mesmo crio, nos velhos hábitos. Houve o tempo das raivas. Dos medos. E uma longa sombra de tristeza. Até que acordei e foi sol, amarelo e calor. Demasiado…
Na culinária japonesa, o gengibre é usado para a transição entre pratos. Propicia uma limpeza do paladar. É também estimulante, aquece, espanta a tristeza. Agora são meus tempos gengibre. Transição entre páginas. Lenta e inexorável digestão de passados, presente e futuros. Há uma certa excitação no ar, efeitos colaterais de minha motilidade. Desfruto as delícias…
Não faz nem um mês, mudei-me para um novo lar. Tempo de recomeços. Uma casa sonhada há anos, um desabrochar do viver mais simples. Não é pequena, mas bem menor do que as moradas das últimas décadas. O espaço ficou maior aqui dentro. Aprecio as pequenas tarefas cotidianas, pela primeira vez cabem na palma de…
São tempos de redescoberta. Pequenos detalhes de mim. Esquecidos. Uma fase “vermelha” invade o blog. Descobrir-me maçã, romã. Fruto e flores. Acordar depois de um sono profundo entre rotinas e obrigações. Suavizar-me. Incendiar-me. Toda a paleta do feminino adormecido pela inércia dos anos. As unhas vermelhas tem pressa, ao teclar as palavras. É primavera. Entre os espinhos da…
Ando imersa em histórias. Agora lembrei-me de Branca de Neve. De sua vida de rotina imaculada, esfregando as escadarias sem contemplar outros horizontes. Até sua vida ser ameaçada. Estavam atrás de seu coração. A compaixão do caçador permitiu que ela seguisse no seu caminho selvagem. Entrar na floresta, fazer novos laços… Permitir-se escapar do castelo. Até deparar-se de…