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Uma nova semana em quarentena. Uma de muitas que virão, aparentemente. O coração está pesado com as notícias e desgovernos. Com a impotência de ver pobres e idosos e profissionais da saúde na linha de frente desta guerra. Triste de ver o desconsolo no olhar dos filhos. E do marido. O preço são noites insones…
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Aprendi a fazer café para agradar meu pai. Sempre gostei de ser filha mais velha. Hoje, acordo mais cedo que o marido e gosto de levar a xícara quentinha na cama, para ele que tem mais sono pelas manhãs. Gosto de lavar louça. De guardar tudo, para a casa parecer ter poucas coisas. Aquieta meu…
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Há algum tempo já me dei conta: 2020 é o início de uma nova etapa no Viver Mais Simples. Lá atrás, era sobre simplificar, viver com propósito, respirar. Foi amadurecendo e se ampliando. Cinco anos. Oito. E agora, dez anos. Completos em dezembro passado. No começo eu escrevia sobre meu dia a dia. Em seguida, sobre o…
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A experiência de passar dias sem sair de casa, nem sequer abrir a porta, abriu janelas inéditas por aqui. Por um lado, as possibilidades e necessidades que emergem desta contenção de espaço e ampliação de tempo. Do outro, a angústia de não fazer atividades familiares e triviais como ir ao supermercado toda vez que acaba…
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É um domingo de Páscoa. Boa parte de nós em casa, deixando tempo para sermos reflexivos e inundarmos redes sociais com mensagens. Eu decido fazer o exercício de contemplação de mim mesma, proposto na Formação em Dinâmica de Grupos que estou fazendo. Uma carta pessoal, apreciando o que gosto e desgosto em mim, depois de…
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É seu aniversário. Você sempre presente desde sempre. Pensei que hoje então é melhor falar dos vivos, que os mortos podem esperar. Lembrei que você foi o último a me receber em casa, luxo hoje impensável no horizonte próximo. E como rimos, conversamos. Como é bom estar com alguém que não te mede por seus…
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Vida, vida, vida. Palavra que pulsa em mim toda vez que sussurro seu nome. Até lembrar, dolorosamente, que você está morto. Um susto por que passo repetidamente, desde o final de janeiro. É como um pique-esconde desconcertante. Você me espreita nas esquinas do dia. Um e-mail sobre o inventário. Uma foto no celular. Uma mensagem…
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não há não há dor saudade gratidão amor MAIOR do que o que sinto agora Reaprendo a andar, a viver, a ter esperança Cambaleando tanto quanto você há uns 30 anos Memórias revelam-se num fluxo interminável Acalmando e aguçando as pontadas em meu coração Tudo faz sentido E nada faz Vivo entre Quentes e frios…









